sábado, 27 de fevereiro de 2010

O samba fecha o paletó

Uma das grandes vozes do samba, no melhor estilo rouco e triste. Alfaiate desde os 13 anos e ritmista desde os 14. Foi “descoberto” em 1970 por Paulinho da Viola, que gravou seus sambas “Coração Oprimido”, “AMOR. amor” e “Cuidado teu orgulho te mata”. Já havia participado das rodas de samba no Teatro Opinião, com o nome de Walter Nunes. Manteve por muito tempo, na Galeria Ritz, em Copacabana, a sua alfaiataria.

Mais de 50 anos de carreira, mais de 200 composições, parceiro de bambas como Noca da Portela e Mauro Duarte, rodou muito até lançar seu primeiro disco, aos 68 anos, Olha Aí.

Esse é Walter Alfaiate, 79 anos, exímio sambista, que faleceu hoje, por volta das 17h, no Rio de Janeiro.

O artista estava internado há cerca de dois meses, e sofria de enfisema pulmonar, ineficiência cardíaca, arritmia, insuficiência renal, gastrite e esofagite.

Grande perda para o samba.

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