domingo, 28 de fevereiro de 2010

Na ativa

Eles estão voltando, não os alquimistas, mas sim duas bandas de alto calibre: Toto e Aerosmith.

Na verdade, são casos distintos. O Toto acabou, de verdade. Anunciaram alguns shows pela europa para homenagear Mike Porcaro, que está com ALS (ELA), esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa progressiva.

O grupo se separou em 2008 e cada um seguiu seu rumo. A formação que fará a turnê européia conta com David Paich, Steve Lukather, Steve Porcaro, Simon Phillips, Joseph Williams e Nathan East.

A grande novidade é a participação de Williams, cantor das épocas de Fahrenheit (1986) e The Seventh One (1988). O vocalista original, Bobby Kimball, que vinha tocando com a banda nos últimos anos, segue em carreira solo.

Pelo que disse Steve Lukather quando acabou com a banda, é bom os fãs não ficarem com a esperança de que esses shows sejam algo mais do que uma simples reunião, nada que continue.

Já o Aerosmith não acabou, em nenhum momento. O fato é que estavam envolvidos numa eterna historinha sem fim: quem iria substituir Steven Tyler ao microfone?

Foram muitos os nomes cogitados, como Paul Rodgers, Billy Idol, Sammy Hagar e até Tom Jones.

Ainda bem que só ficou na cogitação, nada contra os vocalistas, todos muito bons, mas a banda não faz sentido algum sem Tyler.

É algo raro um grupo com tamanha bagagem manter a formação praticamente intacta ao longo dos anos. A única mudança aconteceu no disco Rock in A Hard Place (1982), quando Jimmy Crespo e Rick Dufay assumiram as guitarras.

Não sei se foi jogada de marketing dos integrantes, não sei até que ponto o vício de Tyler em remédios agiu nessa história, mas o fato é que agora eles vão arrebentar mais umas vez pelos palcos.

Essa coisa de cantor é complicada. Tem cara que marca mais numa banda do que o “homem do microfone”? São raros os casos e outra hora eu comento sobre isso.

Boas Batidas, ao som de "All I Can Do", do Savoy Brown.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O samba fecha o paletó

Uma das grandes vozes do samba, no melhor estilo rouco e triste. Alfaiate desde os 13 anos e ritmista desde os 14. Foi “descoberto” em 1970 por Paulinho da Viola, que gravou seus sambas “Coração Oprimido”, “AMOR. amor” e “Cuidado teu orgulho te mata”. Já havia participado das rodas de samba no Teatro Opinião, com o nome de Walter Nunes. Manteve por muito tempo, na Galeria Ritz, em Copacabana, a sua alfaiataria.

Mais de 50 anos de carreira, mais de 200 composições, parceiro de bambas como Noca da Portela e Mauro Duarte, rodou muito até lançar seu primeiro disco, aos 68 anos, Olha Aí.

Esse é Walter Alfaiate, 79 anos, exímio sambista, que faleceu hoje, por volta das 17h, no Rio de Janeiro.

O artista estava internado há cerca de dois meses, e sofria de enfisema pulmonar, ineficiência cardíaca, arritmia, insuficiência renal, gastrite e esofagite.

Grande perda para o samba.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Esse é clássico

E pra quem gosta dos escoceses do Primal Scream, uma grande noticia foi anunciada, mas só ocorrerá em novembro.

No dia 27, a banda irá tocar na integra o clássico disco Screamadelica, lançado em 1991. O terceiro disco da banda é um dos maiores sucessos do Primal, considerada uma grande obra do dance/rock, tendo emplacado três sucessos: "Come Together" (não é a dos Beatles), "Loaded" e "Movin´On Up", que alcançou a segunda posição nas paradas da Billboard. Já o álbum, ficou em 31º lugar. Os shows serão no London Olympia.

Para relembrar, "Movin´On Up".

Boas Batidas!

Quem pagou, viu... é preciso cantar

“No carnaval eu sempre saí sorrindo
me divertindo só pra desabafar
três dias pra sorrir, um ano pra chorar
mas dessa vez a ilusão não vai me pegar

Sem Ilusão - Elton Medeiros

A farra esta chegando ao fim. Copos, fantasias, carros alegóricos, suor, inconformação, tudo isso vai embora. Agora é que começa o ano no Brasil, regulado por um calendário forrado de feriados e “paradas obrigatórias”.

É aquela festa toda, de se abraçar, rir, chorar e, no dia seguinte, cada um segue seu rumo, como se ninguém se conhecesse, e nem tivesse a pretensão disso.

É assim mesmo, na folia, todos são amigos, até que o dia amanheça e tudo tome seu rumo natural, que parece ser o distanciamento e, por fim, (que óbvio!!!) o final.

Durante todos os dias que antecedem o Carnaval, só o que se vê são reportagens fraquíssimas, falando das rainhas da bateria, das musas que irão desfilar pelas passarelas, dos artistas da rede Globo que irão das as caras. No dia dos desfiles, a mesma coisa. Quem estava com quem, quem bolinou, apertou, encheu o caneco, brigou, pulo a cerca. Os “HITS” que surgem nesse meio tempo, e que irão embalar as rádios nos próximos três ou quatro meses, até surgir um outro hino que supra essa necessidade doentia de ter algo na boca do povo, estar em evidência.

Acompanhei durante pouco tempo a apuração das escolas, e o que eu queria mesmo era que os enredos fossem mostrados, sem fundos comerciais, sem que dependesse sempre da televisão para que tomássemos contado, com maior frequência, quem escreveu, quem compôs, sobre o trata. Não consigo conceber a idéia de que o Carnaval não passa de uma enorme vitrine, nada mais. É pra gringo ver, para os “artistas” se mostrarem? Não sei.

Claro que ainda existem, e isso é para sempre, as pessoas que dão a vida para que todo ano a escola de seu coração desfile imponente na passarela, mesmo que não consiga um resultado justo, ou esperado, mas que desfile, assim mesmo.

Bom, parabéns aos que fazem isso como uma razão de viver, que continuem acreditando nisso, nunca vendendo seu ideal.

“Enquanto a avenida estiver fechada

Pra quem não puder pagar

Nem um canto sequer pra ver

A sua escola(...)

Não me leve a malMas muito luxo pode atrapalhar

Alegria ninguem pode fabricar

Um bom carnaval

Se faz com gente feliz a cantar

Pelas ruas um samba bem popular

Avenida Fechada – Elton Medeiros

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dinheiro sobrando?

Se você é musico, sabe como é cruel a busca por um bom estúdio, com boa estrutura, instrumentos decentes, boa localização e acústica destacada. Seguinte, para quem possui uma razoável quantia em dinheiro guardado, mais precisamente 10 mi de libras, cerca de 87 mi de reais, pode comprar nada mais nada menos do que o lendário Abbey Road. (Tenho a leve impressão de que esses valores podem ser maiores ou menores, enfim).

Isso mesmo. Imortalizado pelos Beatles, o estúdio foi colocado à venda pela EMI para reduzir gastos da empresa e abater parte de suas dívidas.

Inaugurado em 1931, pela Gramophone Records, além dos Beatles outras centenas de bandas já passaram por ali, como Radiohead, Oasis, Dianna Krall, Pink Floyd, Martha Wainwright, Ella Fitzgerald e Shirley Bassey.

Neste link, está a história do estúdio, assim como uma câmera instalada 24 horas por dia, no clássico cruzamento onde os Fab Fours foram fotografados para o último disco da banda.

Boas Batidas!

Quatro décadas de historia

E parece que foi ontem, quando entrei numa loja chamada Seis de Ouro e comprei o disco que virou a minha cabeça de vez: Paranoid. Antes, já havia escutado o Live & Loud do Ozzy até não poder mais. Primeiro disco de rock, sabe como é.

Bom, no ultimo sábado, dia 13, o Black Sabbath completou 40 anos de lançamento de seu primeiro disco. Foi em 13 de maio de 1970, numa sexta-feira, que os garotos de Aston jogaram sobre a musica as raízes do heavy metal. Lendas à parte, o disco, apesar da gravação terrível, foi uma marco na historia do rock.

Da clássica introdução, com seus sinos, tempestades e o riff pesadíssimo de abertura, passando pela gaita de "The Wizard", o baixo marcante de "N.I.B.", a climática "Sleeping Village", com seus toques de Jazz, tudo isso somada com a bateria furiosa de Bill Ward e letras forradas de alusão à morte, isso é Black Sabbath, uma obra atemporal.

Quanto à gravação, os próprios músicos já reiteraram várias vezes que o disco foi gravado com um orçamento mirrado, num lugar minúsculo, simulando uma apresentação ao vivo e em apenas dois dias. Daí a sonoridade rude. Logicamente não posso deixar escapar outro detalhe que da todo um charme ao disco: a capa. Não é das melhores artes gráficas, mas é sinistra no ponto, como pede a musica.

Não importa que, passado todo esse tempo, os músicos seguiram seus próprios caminhos, com idas e voltas, brigas, acusações, vícios e shows memoráveis. Mesmo que isso não volte mais, a historia já está escrita.
E já que estou falando em soprar as velinhas, outros discos clássicos completam 40 anos em 2010. Alguns deles: Paranoid (Black Sabbath), Déjà Vu (Crosby, Still, Nash & Young), All Things Must Pass (George Harrison), Bridge Over Trouble Water (Simon & Garfunkel), Fun House (The Stooges) e Bitches Brew (Miles Davis).
Vida longa e Boas batidas!

Despedida

Andei sumido nesses dias. Nada de mais, simples opção. Mas então, deixei passar umas coisas, então estou aqui para dar umas pinceladas.

Vamos nessa.

Não foi um ícone da musica pop, tampouco um nome que ficara marcado para sempre na cabeça das pessoas. Se o nome The Knack não soa tão familiar, não se pode dizer o mesmo de sua musica de maior sucesso: My Sherona.

A banda, com sua veia meio Cheap Trick/ T-Rex/ The Beatles, foi formada em meados dos anos 70, em Los Angeles por Doug Fieger, voz e guitarra; Berton Averre, guitarra; Prescott Niles, baixo e Bruce Gary, bateria.

O primeiro e maior hit veio já no álbum de estréia: Get The Knack (1979), que, além de "My Sherona", ainda trouxe "Let Me Out", "Oh Tara" e a balada "Maybe Tonight" como boas pedidas.

Bom, mas o fato é que no ultimo domingo, aos 57 anos, Doug Fieger faleceu em sua casa. Lutando contra um câncer no cérebro, já havia passado por uma cirurgia para retirada de tumores em 2006. No mesmo ano, Bruce Garry também faleceu, da mesma doença.

"My Sharona" alcançou as primeiras paradas norte-americanas no ano de seu lançamento; a letra, escrita em parceria com Berton Averre, é baseada numa ex-namorada de Fieger. O The Knack ainda lançou cinco discos de estúdio e um ao vivo.

Para relembrar, o sucesso My Sharona.

Boas batidas!


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Batuca, minha gente

Todo baterista é um percussionista? Bom, em tese isso é verdade. Mas a verdade mesmo é que muitos “batuqueiros” se destacam mais nos pandeiros, agogôs, cuícas, balafons e afins do que na terna e inseparável bateria. Alguns são percussionistas mesmo, outros atacam das duas maneiras.

Eis um cara que geralmente não é muito lembrado, talvez por, na maioria das vezes, ser um musico contratado, ou porque o pessoal não da a mínima mesmo e só que escutar o som, mais nada. Vai saber.

Bom, dois nomes que são presença constante em gravações de artistas, nacionais e estrangeiros, são os cariocas Paulinho da Costa e Laudir de Oliveira.

São milhares os trabalhos onde podemos encontrar as mãos dos dois. Só pra citar alguns clássicos, Paulinho gravou com: Michael Jackson, Earth, Wind & Fire, Burt Bacharach, Brian Ferry, Journey, Djavan, Oscar Castro Neves, João Bosco, Simone, Ricardo Silveira, Maria Bethania, Edu Lobo, João Gilberto, Ivan Lins, Ney Matogrosso e muitos, mas muitos mesmo, outros artistas.

Paulinho se radicou em Los Angeles em 1973, quando acompanhava o Brasil’77, de Sérgio Mendes. Desde esse tempo, tornou-se um dos mais requisitados músicos de estúdio, ganhando muita fama, principalmente pela sua excelente musicalidade. Só o trabalho em "Wanna Be Startin’ Something", primeira faixa de Thriller, já seria o suficiente para marcar o nome do musico.

Pra quem tiver curiosidade, ele já lançou cinco discos solo. Nem precisa dizer que são bem difíceis de encontrar, certo?

Já Laudir começou nos batuques de candomblé, aos 14 anos, e sua primeira viagem para o exterior foi para à França, acompanhando a bailarina Mercedes Batista.

Tempos depois estaria novamente na estrada, dessa vez acompanhando o grupo de dança Brasiliana; foram quatro anos de shows.

E, tal qual Paulinho, em 1969, aos 19 anos, firmou pé em Los Angeles, a cidade onde tudo acontece. Começou com o ex-vizinho, o maestro Moacir Santos e logo depois estava com o Brasil’66, de quem? Ele mesmo, Sergio Mendes.

Depois foi para o grupo Vox Populi, voltou ao Brasil’66 e de quebra, já no Brasil, ajudou a fundar o Som Imaginário, com os cobras Robertinho Silva, Wagner Tiso, Luiz Alves, Tavito e Zé Rodrix.

A “turma” durou seis meses, com essa formação. Laudir foi substituído por outro grande nome da percussão: Nana Vasconcelos, e voltou aos Estados Unidos com, quem mais?!, Sergio Mendes.

Nesse ínterim gravou o antológico With a Little Help From My Friends, de Joe Cocker.

Logo depois, viria uma das fases mais marcantes de sua vida, oito anos acompanhando o grupo Chicago.

Bom, a historia é grande, então vou dizer que, além de todos esses “camaradas”, Laudir ainda gravou com Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Chick Corea, Nina Simone, Marcos Valle, Toninho Horta, Sandra de Sá, Beth Carvalho, Martinho da Vila, João Nogueira, Fagner, Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil, Dori Caymmi, Milton Nascimento, e mais uma infinidade de astros.

Um que se destaca tanto na percussão como na bateria é o paranaense Airto Moreira. Acompanhe aqui a entrevista que ele concedeu ao BS.

Já que eu falei de Nana Vasconcelos, deixa eu dar uma pincelada. O pernambucano iniciou a carreira em Recife, na Banda Municipal e, depois, acompanhando Gilberto Gil. Foi para o Rio em 1967, onde tocou com Joyce, Milton Nascimento e outros.

Ao contrário de Laudir e Paulinho, Nana não foi para Los Angeles, mas sim para a Europa. Apesar te ter passado antes um tempo em Nova York. Gravou com Miles Davis, Art Blakey, Tonny Willians, Egberto Gismonti, com quem trabalhou durante oito anos, tendo no curriculo o clá trabalhou durante oito anos, tendo no currpiculo o cllada. oito anos acompanhando o grupo Chicago.ssico Dança das Cabeças, de 1977. Trabalhou um bom tempo em Nova York (novamente), gravando com Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon. Possui uma extensa discografia e uma infinidade de trilhas sonoras para filmes e novelas.

Bom, esses caras são todos músicos já tarimbados, com mais de quarenta anos de estrada.

Tem três nomes que já são bem(ta certo, mais ou menos) conhecidos e não tem como deixar passar. São eles: Marcos Suzano, Simone Soul e Dalua.

Suzano é bem falado pelo disco Olho de Peixe, que lançou em parceria com Lenine, em 1996. Ainda lançou dois discos solo e quatro com o seu grupo, Aquarela Carioca. Já acompanhou Zé Kéti, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e outros.

Simone Soul se destacou fazendo um bom trabalho de transição da percussão para a bateria. Juntou latas, tambores diversos e, nessa massa toda, a sonoridade é excelente.

Atacando dos dois lados, bateria e percussão, já gravou com artistas diversos, como Mutantes, na reunião deles, Itamar Assumpção, na banda Orquídeas do Brasil, Elba Ramalho, Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Badi Assad, Jards Macalé, e outros. Já tocou em diversos festivais renomados pelo mundo, como Montreux Jazz Festival, Womad Festival e JVC Jazz Festival.

Destaco também dois bons projetos que ela participa: Projeto Cru, onde desenvolve uma linguagem bem livre, não se prendendo em ritmos ou formulas, e o Batucaje, este ao lado do fabuloso baterista Robertinho Silva.

Dentre esses três últimos percussionistas que eu citei, Dalua talvez seja o menos conhecido.

Nascido em Santo André, ganhou notoriedade acompanhando Maria Rita, mas também já tocou com Lenine, Luciana Mello e outros.

Sua influência é diversa, indo do forró ao brega, com um pé no rock, na capoeira, no samba de roda e em tudo o mais que se possa pensar.

Seu grupo, Ladodalua (ex-Tamboritau), foca nas interpretações, mas também com composições próprias, é notório a desenvoltura e sonoridade dos músicos.

Tive acesso ao Dalua muito por acaso, pois ele é parente do cunhado de um ex-colega de trabalho; eita história...

Para quem quer conhecer, sugiro que procure esse disco, é muito bom.

Falando em bom, tem muita, mas muita mesmo, gente da pesada que gostaria de comentar aqui, principalmente algumas das lendas do samba, mas daí ficaria algo extremamente longo.

Então, fica anotado, mais pra frente dou uma pincelada em algumas dessas lendas.

Boas batucadas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cara nova

Faz algum tempo, publiquei um post sobre capas de disco versão lego, "Só pra ver", 14/7/2009. Agora, seguem outras versão de capas.

Bom, não vou me alongar muito nisso. O ilustrador Cliff Chiang resolveu dar uma “inovada”, e refez quatro capas de discos em versão HQ.

As trilhas sonoras de Flashdance e The Breakfast Club, e os clássicos Purple Rain e Rio, de Prince e Duran Duran, respectivamente.

Vampirella, Os Novos Titãs, Batgirl e Elektra foram os personagens que entraram na jogada.

De uma conferida no link.

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