segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Plugados, barulhentos e geniais

Quem não gosta de ir a um show, ver o artista do coração, gritar, rasgar as roupas, empurrar os outros, enfim... coisas de shows. Mas nem sempre isso é possível, pelo menos pra quem mora aqui no Brasil. Quando calha de determinada banda aparecer... bem, acontece algo como a novela AC/DC, que prefiro não comentar, de tão ridícula.
Para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ver seus grandes ídolos em carne e osso, Batida Sonora selecionou 10 álbuns ao vivo que apresentam artistas no auge de sua potencia criativa(talvez não). Alguns já pisaram, mais de uma vez, em terras brasileiras, mas não custa lembrar.

Unleashed The East- Judas Priest
Há quem torça o nariz para este disco. Gravado em Tóquio e lançado em outubro de 79, trazia o Judas Priest extremamente afiado. Rob Halford ainda não era o “Metal God”, mas já lançava as bases para a explosão Heavy Metal dos próximos anos. O álbum foi produzido por Tom Allom, que a partir deste disco, trabalhou com o Judas até o penúltimo disco, Angel of Retribution. Apesar dos ajustes feitos em estúdio, o álbum e extremamente bom, com destaques para "Diamonds & Rust" e a versão definitiva de "Victim of Changes". Eles estavam na turnê do Hell Bent For Leather .

No Sleep Till´Hammersmith- Motorhead
Lemmy e sua trupe estavam no auge da pancadaria quando lançaram este disco. Apesar do título, não foi gravado no Hammersmith Odeon, mas em 4 cidades: Leeds, Newcastle e Norfolk, na Inglaterra, e Belfast, na Irlanda do Norte. Em 81 o Motorhead estava com sua formação clássica: Lemmy Kilmster com seu eterno baixo Rickenbaker, Phil Animal Taylor na bateria e Fast Eddie Clark na guitarra. O disco foi gravado na turnê do Ace Of Spades. Apesar da gravação não ser das melhores, mostra o trio em plena forma artística (nos termos MOTORHEAD, é claro), destacando "Iron Horse", "Bomber", "Stay Clean", ah ta bom, o disco inteiro é bom. Ponto final.

Live & Dangerous- Thin Lizzy
Este é clássico demais. Gravado no ano de 77, durante a turnê dos discos Johnny The Fox e Bad Reputation, trazia o Thin Lizzy em grande forma. Contando com uma de suas melhores formações, senão a melhor, que tinha Brian Downey – bateria, Scott Gorham – guitarra, Phil Lynott – baixo e voz e Brian Robertson – guitarra, o album é mais um caso de “ao vivo no estúdio”.
As únicas partes ao vivo deste disco são as da bateria e o público, todo o resto foi gravado em estúdio. Para quem gosta de perolas como “Rosalie”, “Johnny the Fox Meets Jimmy the Weed” ou a baladona "Still In Love With You", é uma otima pedida.

World Wide Live- Scorpions
A década de 80 representou o ponto alto na carreira do Scorpions. Os alemães haviam atravessado os anos 70 com seis discos, mudanças de formação e alguns hits na bagagem. Na virada da década, o grupo abraçou o som que estava em evidência: aquela sonoridade que nos remete a uma apresentação em grandes estádios. O disco Animal Magnetism (1980) já apontava para as mudanças no som da banda, que iriam ficar evidentes em Blackout (1982) e eternizados em Love At First Sting (1984). Gravado durante a turnê deste, World Wide Live mostra todo o poder de fogo da banda, em hits como "Coming Home", "Big City Nights" e "Dynamite". O grupo ainda continua com suas apresentações eletrizantes, mas… cada beleza na sua época. Ótimo disco.

Live- Entertainment or Death- Motley Crue
Este disco é muito bacana e faz um apanhado da carreira do Motley Crue de 82 até 99, quando Randy Castillo comandava as baquetas. O trabalho só não cobre a fase John Corabi, o que é uma coisa obvia, visto a irrelevância do material. O Motley é uma das mais famosas e duradouras bandas da safra Hard Farofa (termo rídiculo, por sinal), tendo lançado nove discos em seus 28 anos de carreira. Entertainment passeia pelas desafinadas clássicas de Vince Neil ate as performances alucinadas de Tommy Lee. E claro, composições do início da carreira, como a pouco inspirada "Merry-Go-Round", numa versão de 82, até musicas mais elaboradas, como a ótima "Dr. Feelgood", em show de 99. De amadores para mestres do entretenimento, o disco mostra a ascenção do grupo.

Live & Loud- Ozzy Osbourne
Ozzy Osbourne é uma divindade no rock. Com inumeros discos gravados, seja com o Black Sabbath ou carreira solo, o musico tem uma trajetoria de altos e baixos. Solo, lançou cinco disco ao vivo, todos muito diferentes um do outro. Live & Louder saiu em 1993, gravado na turnê de No More Tears. Ozzy estava no máximo de sua carreira pós Sabbath, e contava com uma banda afiadíssima: Randy Castillo (olha ele aí de novo), Zakk Wylde e Michael Inez. Além de versões poderosas para "I Don´t Want To Change The World", "Bark At The Moon", "Mr. Crowley", entre outras, o disco traz a musica "Black Sabbath", gravada em Costa Mesa com os membros originais do Black Sabbath. Esse episódio culminou com a segunda saída de Ronnie James Dio do grupo, mas isso é outra história. Talvez por Live & Loud ter sido o primeiro disco de rock que comprei, ou simplesmente porque ele é bom mesmo, não sei. O fato é que o trabalho é insdicutivelmente fantástico, e traz o Madman soberano.

Arena- Recorded Around The World 1984- Duran Duran
Este com certeza apresenta uma banda no máximo de sua força criativa. O Duran Duran na primeira metade da década de 80. Com três discos na época: Duran Duran (81), Rio (82) e Seven and The Ragged Tiger (83) o quinteto lançou Arena contendo a maioria de seus sucessos da época. "Is There Something I Should Know", "Save A Prayer", "The Chauffer" estão todas presentes, além da inédita "The Wild Boys", produzida por Nile Rodgers. Este disco representou o fim da era de ouro da banda, que só iria contar com a formação clássica 20 anos depois. No entanto, não passaram de dois discos. Arena mostra uma das mais influentes bandas dos anos 80 em pleno estado criativo. Em 2004, foi lançado uma versão com duas musicas bonus: "Girls on Film" e "Rio".

Live!- The Police
O The Police teve uma carreira tão curta e igualmente tão fantástica, que é pratiamente impossível dizer que eles estiveram no auge em determinado tempo e noutro não. Todos os cinco discos são escenciais, e relamente não consigo destacar um do outro. Bom, o primeiro, e unico, registro ao vivo do grupo só foi lançado 12 anos apos terem encerrado as atividades. Live! traz o Police em duas perfomances. O primeiro CD é de uma apresentação em Boston, em 1979, durante a turnê de Reggatta de Blanc. Nesta apresentação, o grupo está bem mais cru, com uma pegada punk, pesada, típico da época. Vale lembrar que Reggatta foi o primeiro disco de sucesso do grupo, onde clássicos como a faixa título e "Message in A Bottle" mostraram do que a banda era capaz. O segundo disco é de um show am Atlanta, em 1983, durante a turnê de Synchronicity. Já traz a banda bem mais madura, com composições mais elaboradas e complexas. No entanto, como ponto negativo, no segundo disco algumas musicas contam com cantores de apoio, o que as tornam obras de difícil assimilação, distanciado do estilo cru do primeiro disco.

All Those Wasted Years- Hanoi Rocks
Uns dizem que era punk demais, outros já falam que foram um dos alicerces do hard rock. No fundo é apenas rock´n´roll. Básico, batido, mas fundamental; a frase e a banda.
O Hanoi Rocks chama a atenção, primeiro pela sua origem: são finlandeses, apesar da carapaça glam inglesa. A outra é a sonoridade. Tinha influencia tanto dos papas do rock, como Chuky Berry, até New York Dolls e The Stooges.
Este disco foi gravado no Marquee Club, em Londres. Clássicos como "Taxi Driver", "Visitor" e "Don´t Never Leave Me", além de covers para Alice Cooper, Stooges e a básica "Train Kept-A-Rollin´" são apresentadas numa sonoridade crua e chocante, como manda a cartilha do estilo. Grande disco, que representou o ultimo lançamento da formação clássica da banda. O baterista Razzle morreu em um acidente de carro, provocando profundos problemas com os remanescentes. Apesar de ainda tentarem com Terry Chimes (ex- The Clash), o grupo se separou, só voltando em 2002 e encerrando as atividades sete anos depois.

If You Want Blood, You Got It- Ac/Dc
Ja que citei o AC/DC no começo deste post, nada melhor do que fechar com os australianos. Este disco traz a banda num dos melhores momentos de sua carreira. A turnê de Powerage, que antecedeu Highway to Hell. Além de ainda contar com Bon Scott nos vocais, as musicas da banda, até aquele momento, apresentavam o som típico que caracterizou a banda: o blues encharcado em whisky e riffs alucinantes de Angus. De "Riff Raff", passando por "The Jack" e "Whole Lotta Rosie" até "Let There Be Rock" e "The Rocker", a álbum é o registro de uma banda que ja era grande e passou ao mainstream dois anos depois.

É isso aí. Depois de coçar a cabeça, reescrever, ir e voltar, eis que terminei com isso. Nãofoquei em bandas de pop e rock por algum motivo específico, pois gostaria de falar sobre outros estilos ou mesmo discos que ficaram de fora. Mas como essa lista não tem o intuito de “os melhores”, então acho que está bom.
Quem tem esses discos, continuem escutando. Para os outros, vão atrás.
Abraços.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Essas cidades

Às vezes penso que os shows de verdade ocorrem em duas cidades: Londres e Nova Iorque. Todas as outras cidades do mundo ficam com as sobras. É lógico que há uma tremenda loucura nisso tudo, pois esta frase não tem tanto fundamento assim. Mas é fato que, para quem mora nessas duas cidades, a probabilidade de ver uma variedade de bons shows é enorme. Locais não faltam, seja um bar com espetacular infra-estrutura ou acolhedoras e clássicas casas de show.
Sendo assim, quem estiver em Nova Iorque nos dias 29 e 30 deste mês terá a oportunidade de assistir dois shows em comemoração ao 25º aniversário do Rock and Roll Hall Of Fame. Os concertos serão no Madison Square Garden, e fazem parte de um tributo de dois dias à história do rock.
A programação é a seguinte:

Quinta-feira, 29 de Outubro
Bruce Springsteen & The Street Band
Simon & Garfunkel
Crosby, Still, Nash & Friends
Paul Simon
Stevie Wonder

Sexta Feira-30 de Outubro
Eric Clapton
Aretha Franklin
Metallica (com Ozzy Osbourne)
U2

Tudo bem. Se você estiver em Londres, no dia 25, poderá ver o show do The Faces, ex-banda de Rod Stewart e Ronnie Wood. Separados desde 1975, quando encerraram as atividades, o grupo irá contar com o tecladista Ian McLagan, o baterista Kenney Jones e o guitarrista Ronnie Wood, além de Bill Wyman (ex-Rolling Stones) substituindo o baixista Ronnie Lane, morto em 1997.
Já que Rod Stewart estará tocando nos Estados Unidos no dia o show, vão participar das vozes um grupo de vocalistas, incluindo a ex-Spice Girl Mel C, Mick Hucknall, do Simply Red e Mark King e Mike Lindup, ambos do Level 42, entre outros.
O show será no Royal Albert Hall, em celebração aos 75 anos do Members Benevolent Fund, fundo de amparo para músicos e suas famílias criado pelo PRS, órgão britânico responsável pela arrecadação de direitos autorais.
E por aqui ficamos com nossas pérolas nacionais, espalhadas pelos palcos brasileiros. E olha que isso é coisa que muito estrangeiro inveja, amém.

Confira programações completas:

Royal Albert Hall

Madison Square Garden

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O gosto pelas crônicas


"Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino".


Não sei por onde começar. Pela morte ou nascimento, livros ou amizades? Não importa, Sabino esta alem desses temas.

Hoje, estaria completando 86 anos; ontem, fez 5 anos de sua morte. Escritor dotado de incrível senso para o humor, olhar aguçado do cotidiano, transformado em maravilhosas crônicas ao longo dos anos.

Me lembro que quando fiquei sabendo da morte de Sabino, algo mudou em mim. Por alguns anos, ele foi o escritor que preencheu dias e dias de minha vida. Devorava suas crônicas com extrema fome, saboreando e engolindo silaba por silaba.
Dentre todos os gêneros literários, a crônica é um dos meus preferidos, justamente por causa de Rubem Braga, Stanislaw Ponte Preta e, principalmente, Fernando Sabino.

Talvez ele tenha escolhido o dia mais propicio para seu nascimento, Dia das Crianças, totalmente justificável no seu epitáfio: "Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino.”
E foi isso que ele demonstrou durante sua vida, um olhar de criança sobre todas as mazelas de ser um adulto. Tudo vira historia, narrada, mudada, aumentada.

Entre contos, cronicas, romances e novelas, escreveu mais de 30 livros; difícil destacar algum. Posso citar: O Econtro Marcado (1954), primeiro romance; De Cabeça para Baixo (1989), sobre suas idas e vindas ao longo dos anos; O Homem Nu (1960), A Mulher do Vizinho (1962), A Companheira de Viagem (1965), Deixa o Alfredo Falar! (1976), todos de crônicas; Cartas na Mesa (2002), correspondências com os amigos Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Helio Pelegrino; Livro Aberto (2001), paginas soltas ao longo do tempo, como diz na capa. Bom, não consigo realmente destacar algum, todos apresentam uma unidade digna de figurá-los como grande obra literária.

Alem de escritor, Sabino foi nadador, funcionário público, produtor de documentarios, jornalista, critico literário, locutor de programa infantil, dentre tantas outras profissões. Estreiou em livro em 1941, com Os Grilos Não Cantam Mais, seguido de A Marca, em 1944. Em 1946, muda-se para Nova Iorque, onde reside por dois anos. Esse tempo ficou retratado no livro Cidade Vazia, de 1950. Somente em 1957 é que passa a viver exclusivamente de escrever. Fundou em 1960, junto com Rubem Braga e Walter Acosta, a editora do autor. Em 1964, é contratado, durante o governo João Goulart, para exercer as funções de Adido Cultural junto à Embaixada do Brasil em Londres. Em 1967, fundou, com Rubem Braga, a Editora Sábia, responsável pela difusão no Brasil de nomes como Mario Vargas Llosa, Jorge Luiz Borges, Pablo Neruda, Gabriel Garcia Márquez e Manuel Puig. Em 1979, retoma e acaba em dezoito dias “O Grande Mentecapto”, livro que havia iniciado 33 anos antes. A obra foi adaptada para cinema e teatro.

Em 1999 recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. No fim do discurso, algumas palavras que sintetizam a sua carreira de escritor: “falei que escrevo crônicas, entre um romance e outro. Para encerrar esta crônica-discurso autopromocional, devo confessar que, alem de alguns livros de contos de novelas, escrevi três romances: “O Encontro Marcado”, inspirado no jovem que fui; “O Grande Mentecapto”, no doidivanas que continuo sendo; “O Menino no Espelho”, na criança que eu gostaria de voltar a ser”.Doou o prêmio de R$40 mil para crianças carentes, ato que já havia feito em 1992, quando foi premiado pelo livro “Zélia, Uma Paixão”.


E Sabino se foi.
O menino voltou para o espelho.
Alfredo falou, gritou, chorou.
Viramundo se desvirou para a despedida.
Tudo ficou de cabeça para baixo, e Sabino
foi para cima.
Foi se encontrar com Paulo, Otto, Helio;
O encontro marcado.
A cidade ficou vazia, foram todos se despedir.
A falta que ele fará,
vocês não imaginam.
No tabuleiro de damas
uma partida de 80 anos,
enfim acabou.
As lacunas ficaram sem peças,
só restaram as lembranças
da grande mente de Sabino.
Mauro, Geraldo, Seu Marciano,
Eduardo, Hugo, até a mulher do vizinho
e a companheira de viagem,
todos foram à despedida.
Naquele dia, os grilos cantaram sem parar,
E quando o esquife desceu 7 palmos
1000 palmas se fizeram ouvir
Adeus, Sabino.
14/10/2004
Escrevi isso poucos dias depois dele falecer, sem pretensão nenhuma, só palavras bobas.

sábado, 10 de outubro de 2009

Saindo de casa

Com 64 anos, 38 de carreira, a cantora Carly Simon fará seus primeiros shows no velho continente. Parece estranho, mas é isso mesmo. Autora de musicas como "You´re So Vein", "Antecipation" e outros sucessos, a artista estará divulgando seu último disco, Never Been Gone.
Carly Elisabeth Simon nasceu em Nova Iorque em 1945. Iniciou a carreira no inicio da década de 1960, ao lado de sua irmã. O primeiro álbum é de 1971, mas foi com o terceiro disco, No Secrets, de 1972, que a cantora começou a ganhar fama. O trabalho trouxe a musica "The Right Thing To Do" e "You´re So Vain" como grandes destaques.
Dois fatores que impedem a artista de se deslocar tanto para shows são: o medo dos palcos e de voar.
"Gosto de tocar em lugares pequenos, porque sou muito melhor em um ambiente intimista do que em uma casa de show grande onde não vejo ninguém. Eu realmente gosto de ver as pessoas para as quais estou cantando", disse a cantora em entrevista para a Reuters.
Quanto as primeiras aparições em terras européias Carly falou: "vou fazer o que Elvis deveria ter feito", referindo-se ao fato de que o Rei do Rock nunca se apresentou fora dos Estados Unidos.
Fonte da materia: G1

sábado, 3 de outubro de 2009

Um modelo seguido

Grande fã de Frank Sinatra e Tony Bennett, sempre tentou chegar ao máximo perto de seus ídolos, como cantor. Além de um exímio interprete, é um grande compositor, com uma carreira que já passa dos 30 anos. Este é Scott Walker.

Nascido Noel Scott Engel, em janeiro de 1943, começou a carreira ainda menino, em fins da década de 50. Ganhou fama quando formou os Walker Brothers, com John Maus e Gary Leeds. O grupo lançou inúmeras baladas, sendo que o primeiro grande êxito foi com a gravação de “Make it Easy on Yourself”, da dupla Bacharah/ Davies, alcançando o #1 na parada inglesa e #16 na americana.
A musica foi seguida dos sucessos "My Ship Is Coming In" e "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore". Já nessa época, por volta de 1966, Walker chamava a atenção pela exuberância de sua voz. O grupo acabou em 67, voltando para uma breve turnê no ano seguinte. Seus últimos singles foram "Stay With Me Baby", que ganhou excelente regravação do Whitesnake anos depois, e "Walking In The Rain".

O primeiro disco solo de Walker foi gravado ainda em 67, com o simples título de Scott. O trabalho trouxe 2 gravações de uma de suas maiores influências: o compositor belga Jacques Brel. Walker seguiu nos seus discos auto-intitulados até 69, quando lançou Scott 4, considerado um de seus melhores trabalhos, e que musicas como “The Sevent Seal”.
O cantor se reuniu com os Walkers Brothers em 1975, lançando três álbuns: No regrets, Lines e Night Flight.

Seu último trabalho foi The Drift, de 2006. No mesmo ano foi lançado o documentário Scott Walker 30 Century Man.
O musico não é tão conhecido, muito pela pouca ou nenhuma vontade de apareçer, sendo extremamente reservado em sua vida. Walker é mais do que um ótimo compositor, tendo influenciado um considerável time de notáveis, como David Bowie, David Sylvian, Sting, entre outros.
Para quem quiser conhecer um pouco de sua extensa obra, uma ótima pedida é a compilação No Regrets. The Best of Scott Walker & The Walker Brothers.




segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Assunto pra toda hora

Falta de assunto e idolatria, dois assuntos que andam constantemente juntos. Um dando mais poder e vida ao outro.
Qualquer fato relacionado aos Beatles e seus membros vira notícia instantânea, mesmo que não seja algo relevante.

Parte1* O historiador Kevin Roach, que está trabalhando na biografia da família McCartney, encontrou nos arquivos da Biblioteca Central de Liverpool uma redação escrita por Paul aos 10 anos de idade.
Roach disse que o texto é “avançado – você diria que foi escrito por alguém com mais de dez anos de idade, talvez 14 ou 15”.
Uma noticia sem o mínimo de impacto, que só serve para mostrar o quando as pessoas gostam de idolatrar os outros. Talvez tenha alguma importância para o trabalho de pesquisa de Roach, nada mais.

Parte 2* O filme This Is It, que relata os últimos ensaios de Michael Jackson, bateu recorde de venda de ingressos antecipados. Em aproximadamente 2 horas, 3000 ingressos foram vendidos no ultimo domingo. Só no Japão, mais de US$1 milhão foram arrecadados na venda de ingressos. O filme so estréia no dia 28 de outubro, portanto daqui um mês. Visto todo o alarde e mistério que cercou o enterro do ídolo, caixão de ouro, luvas de pérolas, filhos desconhecidos, declarações dos mais diversos tipos, sem contar nas palavras sem conteúdo do senhor Joe Jackson, pai de Michael, os fãs parecem não estar se importando muito. O necessário é assistir ao filme como se fosse o ultimo show de Michael, é isso aí.
E é o que mais se tem lido e escutado ultimamente: morte e espolio de Michael Jackson e 40 anos de Abbey Road. Os Beatles de Jacko nunca sairão de moda.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O mago das melodias

Quando eu era criança, uma coisa que gostava de fazer era fuçar nos discos e fitas de meu pai. Não era uma grande coleção, mas me chamava a atenção enormemente. Entre os títulos, alguns nunca me esqueço, como a trilha sonora de Saturday Night Fever, Children Of The World e Spirit Having Flown, dos Bee Gees, e um em especial: Captain Fantastic & The Brown Dirt Cowboy, de Elton John.

É bom frisar que não foi propriamente o som que me marcou, mas a capa. As musicas, só fui ouvir com atenção uns 15 anos depois. Passava horas e horas olhando para aquele emaranhado de figuras, tentando encontrar o máximo de “coisas escondidas”. Um homem carregando um relógio, um castelo de cabeças, mãos saindo da parte de cima de um chapéu, e uma profusão de animais estranhos. Fantástico, mesmo. Lembro que eu, meu irmão e meus primos levávamos muito tempo decifrando aquela capa. Essa que vocês estão vendo é só uma parte. Ao abrir o disco, vemos as duas, formando uma espetacular alucinação.

Quanto as musicas, se tratando de Elton John, ainda mais dessa fase, não é preciso dizer que são extremamente sensacionais. Com suas melodias cativantes, refrões bem estruturados e a típica musicalidade do artista. O titulo do álbum faz referência ao próprio Elton como Captain Fantastic e seu grande parceiro de composições, o letrista Bernie Taupin como o Brown Dirt Cowboy. Sendo assim, a obra funciona como uma autobiografia de ambos. A versão original do álbum, de 1975, possui apenas 10 musicas. Ao ser relançado em 1996, trouxe as faixas "Lucy in the Sky With Diamonds", "One Day (At a Time)" e "Philadelphia Freedom". A edição comemorativa dos 30 anos, de 2005, ainda trouxe a faixa “House Of Cards”, que havia saido como lado B de Someone Saved My Life Tonight, e um show gravado em junho de 1975, no estádio de Wembley. A magnifica arte gráfica desse disco é obra de Alan Aldridge, que já trabalhou com Cream, Beatles, The Who, Tears for Fears, entre outros.

O disco foi o nono da carreira de John, e o primeiro a alcançar o topo das paradas americanas, permanecendo durante 7 semanas no #1.

Não sei que fim deu o disco, assim como todos os outros da coleção de meu pai, só sei que guardo Captain Fantastic com enorme saudade.
Ah, hoje meu pai está completando 51 anos. Parabéns...