domingo, 11 de janeiro de 2009

A arte de contar a História

Prostitutas, políticos, estudantes, comunistas, empregadas domésticas, um país afundado em suas próprias convicções partidárias. Num bar chamado “La Catedral”, em Lima, Peru, os dois personagens centrais, Ambrósio e Santiago, dialogam durante quatro horas, e dez anos são dissecados.
Lançado em 1970, o livro “Conversa na Catedral”, do escritor peruano Mario Vargas Llosa, é um clássico da literatura latino-americana.
Uma historia onde o tempo é mero espectador, fatos e diálogos se movem num ritmo frenético, deixando o leitor menos atento profundamente confuso.
Dinastias políticas, movimentos estudantis e de trabalhistas e assassinatos fazem trilha sonora para este romance impecável, onde Vargas Llosa destila toda sua técnica literária.

Com sólida formação cultural e política o escritor nascido em 1936, no mesmo Peru, já escreveu entre outros títulos Batismo de Fogo (1962); O paraíso na outra esquina (2003); Os Cachorros (1968) e ensaios sobre Flaubert e Garcia Márquez, além de um livro onde mistura ficção e realidade dedicado a saga de Antônio Conselheiro e a guerra de Canudos, chamado A Guerra do Fim do Mundo (1981).

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