quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Menos rosas e mais armas

Volta, vem viver outra vez ao meu lado, não consigo...

Muitos anos depois dessa pérola de Lupicínio, o seu tema continua ainda em alta: a eterna volta. Nesse caso, ressalta-se, a volta das bandas.

Recentemente, foram anunciados dois shows do Guns´n´Roses no festival Coachella, previstos para os dias 16 e 23 de abril próximo. Até aí, nenhuma novidade. O que pega mesmo, e isso é realmente inusitado, é que o show reunirá no palco, depois de longos 23 anos, Axl, Duff e Slash juntos.

Em 1993, quando o Guns se perdeu, a banda era considerada um fenômeno imbatível. Arenas lotadas, vendas frenéticas, boas músicas e um intenso choque entre seus integrantes, entenda como drogas, ego, empresários, muita grana e mais droga e empresários e ego. Cabe lembrar que já nessa época o grupo não era mais o quinteto clássico, que gravou, incrível!!!, o único disco fantástico na escassa discografia da banda. Além dos três integrantes já citados, ainda contavam com Izzy Stralin e Steven Adler.

Aí é que entra a questão da volta. Até o presente momento, somente os três integrantes primeiramente citados estarão lá, o que tem causado uma enxurrada de críticas e iras por parte de fãs, principalmente.

Afinal de contas, o que, quanto vale a pena a tal reunião da formação clássica, ou formação original? E aqui eu me refiro a todas as bandas, não apenas ao quinteto norte-americano.

Em 2011, Ozzy anunciou que reuniria o Black Sabbath original para um disco de inéditas e uma turnê mundial. A notícia causou grande alvoroço, como era de se esperar. O problema foi que o baterista Bill Ward, por divergências até hoje estranhas – terá sido apenas dinheiro mesmo? – pulou do projeto, sendo substituído por Brad Wilki no disco, e por Tommy Clufetos na turnê.

Obviamente que houve grande chiado das pessoas, dizendo que aquilo não era o Black Sabbath, pois não tinha o baterista original. Logo eles, que tiveram tão poucas formações ao longo das décadas...
O Van Halen é outra banda que sofre com isso. Sai Hagar, entra Dave, que sai para entrar Hagar, mas hoje, por enquanto, está com Dave, e por aí vai.

A pergunta principal aqui é: quem é quem na caracterização das bandas?
O Whistesnake clássico é o com a dupla Micky Mood e Bernie Mardsen ou com John Sykes apenas? Ou será com o baterista Tommy Aldridge, ou Cozy Powell? E o Judas Priest? Halford, K.K., Glen, Ian e qualquer baterista, ou só com o Dave Holland, ou seria apenas com Scott Travis? E o Journey, Yes, Europe, Scorpions, Rolling Stones, Megadeth, Annihilator?

Além desse assunto interminável, contamos também com a (boa) vontade dos músicos de toparem essas reuniões. Lemmy morreu recentemente sem ter topado com a reunião da era Fast Eddie e Animal Taylor. O Skid Row virou uma banda de fofoqueiras rancorosas. Os Smiths, leia-se Morrisey e Johnny Marr, jamais aceitaram uma reunião.

Ao longo dos anos, são inúmeras as bandas que se dissolvem, mantém apenas um membro original, 1/3 da banda, mudam todos os integrantes, vem e vão. O que fica disso tudo é sempre, e exclusivamente, a música. Não cabe aqui discutir a qualidade de tal material, apenas que é esse o intuito das bandas: gravar, tocar, ganhar dinheiro, independentemente de quem estiver no palco.   

Para finalizar, ressalto, claro, que algumas formações são marcantes e essas, para os fãs, viram um totem de adoração infinita e indiscutível. 

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