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sábado, 4 de abril de 2009

Cada um no seu estilo

Flerte, piedade, horror, concentração, determinação e hilariedade; junte tudo isso com um trio de talentosos músicos, e o que temos? Os Paralamas do Sucesso e seu primeiro disco Cinema Mudo.

Lançado em 1983, o disco trazia (sim) certa influência do The Police; mais por parte de João Barone, que impunha um estilo muito proximo ao de Stewart Copeland, do que do resto da banda, e alguns fraseados de Herbert Vianna que lembram os de Andy Summers. Faixas como “Vital e sua moto”, Foi o mordomo” e “Patrulha Noturna” mostram uma forte dose do trio inglês dos primeiros trabalhos: The Police e Zeniatta Mondatta. Os Paralamas ainda flertaram com Tim Maia, fase anos 80, na música “Volúpia”.

Apesar dessas inspirações, o grupo já mostrava uma sonoridade própria, se distanciando de outras bandas nacionais.
No ano seguinte sairia O passo do Lui. O segundo disco da banda ainda trazia uma sonoridade de Sting & Cia. “Fui eu” lembra muito a musica “Man in a Suitcase” e “Mensagem de Amor” poderia perfeitamente fazer parte de Synchronicity, último disco to The Police.

Mas foi neste disco que os Paralamas começaram a mostrar a marca que caracterizaria sua musica pelos anos seguintes: o belo trabalho de metais e a mistura de rock e ritmos latinos. A faixa título e “Ska” são exemplos disso. Nessa última, Leo Gandelman dá um show particular. Importante dizer que praticamente todas as faixas desse disco se tornaram clássicos e presença constante nos shows da banda. Dentre elas “Meu Erro”, que talvez seja a musica mais conhecida do grupo.

No dia 13 de janeiro de 1985 eles tocaram para uma platéia de 90 mil pessoas, no mesmo palco que Lulu Santos, Blitz, Nina Hagen, Go-Go´s e Rod Stewart se apresentaram. O Rock in Rio marcava a história dos shows no Brasil, e o rock nacional, inocente e talentoso, trilhava o seu caminho.

Em 1986 eles lançaram Selvagem e levaram o nome da banda ao exterior, culminando numa apresentação no Festival de Montreaux e no disco ao vivo “D” lançado em 1987.
Nos anos seguintes Herbert Vianna se tornaria um dos melhores letristas da geração rock; João Barone reinaria absoluto atrás de seu instrumento e a história vai longe...


sábado, 28 de março de 2009

Salve um cachorro e sua criança também

E hoje, não somente, os nossos cachorros possuem tudo: spas, discotecas, aniversários, cosméticos, roupas, táxis, hotéis e o que mais se puder imaginar. Pobres bichinhos, desamparados, jogados na rua, dormindo junto com crianças, também na rua. Ate que certa hora surge uma senhora dotada de bondade extrema, e retira o cachorro das ruas...deixando apenas as crianças.

Eduardo Dusek e Leo Jaime são vistos por uns como artistas bregas, por outros apenas tiradores de sarro. O fato é que em 1982, com letra de Leo Jaime, Eduardo Dusek lançou “Rock das Cachorras”. Talvez uma simples paródia, mas cabe muito bem nos dias de hoje.
Dondocas de vestido e carros importados, com suas casas enormes e corações pequenos, sorrisos moldados e carteiras cheias, deem as mãos e cantem bem alto:





Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parente, sem carinho, sem rango, sem cobre.
Deixe na historia de sua vida uma noticia nobre
(...)
Tem muita gente por ai que ta querendo levar uma vida de cão
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor alemão
Esse é o rock despedida para minha cachorrinha chamada sua mãe.
É pra sua mãe..
Seja mais humano
Seja menos canino
De guarita pro cachorro, mas também de pro menino.
Se não um dia desses você vai amanhecer latindo.



Eduardo Dusek nasceu no Rio de Janeiro, em 1/1/1957. Sempre notabilizado pelas suas letras satíricas e com boas sacadas, possui vários sucessos, entre eles as tocantes baladas "Cabelos Negros" e "Eu velejava em você", regravada com sucesso por Zizi Possi. Já o goiano Léo Jaime nasceu em 23/4/1960. Participou da efervescência da cena pop/rock 80´s no Brasil, com letras também debochadas e despretensiosas. Fez parte do João Penca e seus Miquinhos Amestrados.
Não são os maiores letristas da música, mas o que tem isso? O recado está dado, com bom humor e zombaria, tudo ganha ourto ar.
Abaixo, dois momentos: Dusek no programa Um toque de classe, apresentado por César Camargo Mariano, cantando a balada "Aventura", com o seu humor costumeiro. Em seguida a versão "Rock´n´Rio" de "Brega Chic (o vento levou black)", com direito a vaias programadas e sua letra com final "feliz".




terça-feira, 5 de agosto de 2008

25 ANOS.




Olá camaradas. Sei que já devem ter lido bastante sobre o assunto por aí,mas o Batida Sonora contribuindo para a música, tece comentários a respeito da caixa "Revolução! RPM 25 anos".

A banda formada por Paulo Ricardo (vocalista e baixista), Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarras) e Paulo P.A. Pagni (bateria) foi um dos maiores fenómenos da cena pop/rock no Brasil. Com seu disco Radio Pirata ao vivo, o segundo, ultrapassou a marca de 2,5 milhões de cópias vendidas, fato até hoje impressionante se tratando de uma banda que durou "apenas 5 anos".

Como todo pop star os membros do grupo seguiram a risca a trinca sexo, drogas e rock and roll culminando com o rompimento do conjunto.

Em 2002 a banda se reuniu, lançando o disco MTV-RPM que continha além dos clássicos, seis músicas inéditas.

O box, que foi lançado dia 13/7 (Dia mundial do rock), traz os três discos da banda, entre eles o inédito em CD Quatro Coiotes, um quarto disco com raridades e remixes, como por exemplo uma faixa gravada com Milton Nascimento e só presente no raro compacto "Feito nos-Homo Sapiens" e um DVD do show Rádio Pirata de 86 que foi visto por mais de 700 mil pessoas.

No final de 2007 a banda lançou a biografia "RPM- Revelações por minuto" em conjunto com o escritor Marcelo Leite de Morais. Paulo Ricardo na época anunciou: "Quero lançar mais três discos com o RPM".

Hoje devido a agenda de Schiavon-produtor musical do programa do Faustão- a banda segue com rumos incertos entre gravar material inédito e cair na estrada, ou fechar o baú.

Nesse meio tempo Paulo Ricardo continua com sua carreira solo e esta gravando um disco com Toquinho, um disco com músicas de Vinicius de Moraes.

Em tempos de BOSSA...

Na virada do século, alvorada voraz,

Nos aguardam exércitos, que nos guardam da paz.

Que paz !



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